As fabricantes de veículos produziram 270,3 mil unidades de janeiro a junho na Argentina, volume 12,4% inferior ao do primeiro semestre do ano passado, segundo dados divulgados pela Adefa, a associação das montadoras instaladas naquele país.
Em junho a queda da indústria argentina foi amenizada com o aumento de 6,3% no ritmo das fábricas, comparado com o mesmo mês de 2014, para 54,1 mil veículos. Com relação a maio a produção local apresentou um avanço de 7,7%.
A queda de 22,8% nas exportações ajuda a explicar o recuo na produção. No primeiro semestre a Argentina registrou 132,2 mil embarques, dos quais 104,8 mil para o Brasil, seu principal cliente, com 79,2% do total das exportações. O mercado brasileiro, porém, reduziu em 31,1% suas compras com relação aos primeiros seis meses do ano passado.
Em junho as exportações voltaram a cair: 18% com relação a igual mês de 2014, para 28,2 mil unidades. Na comparação com maio houve incremento de 25,7% no volume de embarques.
As vendas no atacado recuaram 4,8% na primeira metade do ano, para 291,8 mil unidades. Em junho o mercado registrou avanço: 15,2% com relação ao mesmo mês do ano passado e 14,9% na comparação com maio, para 61,2 mil unidades.
Os licenciamentos, que correspondem aos dados do varejo, caíram 17,6%, para 315,5 mil unidades, segundo informações do Tiempo Motor, parceiro editorial da Agência AutoData no país vizinho.
Mais divisas – Na sexta-feira, 10, o governo argentino liberou novo contingente de dólares para as montadoras. O novo pacote de US$ 283,9 milhões, válido de 15 de julho a 31 de setembro, supera em 22,5% a cota liberada em fevereiro – a quantia era considerada insuficiente pelas empresas.
Segundo o Tiempo Motor cerca de US$ 200 milhões desta cota serão destinadas a cumprimento de obrigações comerciais. Os cerca de US$ 85 milhões restantes serão usados pelas montadoras para prosseguir com os seus planos de investimento.
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